sábado, 17 de novembro de 2012

Filosofia Ocidental e Oriental


    As principais ferramentas da filosofia é razão e a intuição fundamentadas na contemplação, no deslumbramento pela realidade, na vontade de conhecer, e como método primordial a rigorosidade do raciocínio para atingir a estruturação do pensamento e a organização do saber. Destarte, é possível analisar a diferença entre a filosofia ocidental e oriental.
     No que diz respeito à filosofia ocidental, pode-se dizer que ela é mais criteriosa no sentido da especulação racional, já a oriental há um sentido intuitivo, um quê de ascetismo que em muitos casos são considerados como doutrinas teosóficas e não como um sistema filosófico. Mas ainda que venha ser um pensar teosófico, não se pode ignorar que as religiões, como exemplo a cristã, se vale de pensamentos filosóficos para dogmatizar o seu modo de agir e pensar.
     A questão é basicamente a definição do que vem a ser a Filosofia e suas características principais, que da maneira como é colocada pelos acadêmicos ocidentais que de fato exclui a Filosofia Oriental. Mas nada impede que se considere Filosofia num conceito mais amplo.
     Num breve resumo, a filosofia Ocidental tem como base a Filosofia antiga do século VI aC até VI dC; a era dos pré-socráticos, os filósofos da natureza, os Atomistas, os sofistas, de Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Plotino, etc. Esses filósofos simplesmente construíram toda a estrutura de nosso conhecimento ocidental... Tudo o que temos hoje se deve, em grande parte, ao progresso promovido pelos gregos antigos,
    A filosofia Oriental, embora não seja aceito como Filosofia pela maior parte dos acadêmicos, o pensamento produzido no Oriente, especificamente na China e Índia por Budistas e Hinduístas, possui algumas qualidades equivalentes a da Filosofia Ocidental. Sem dúvida a Filosofia Oriental é mais Intuitiva que a Ocidental, e menos Racional, o que contribui para sua inclinação mística e hermética. Mas não se pode negar os paralelos que esta possui principalmente com a Filosofia Antiga.
     Ambas surgiram por volta do século VI aC, tratando de temas muito semelhantes e há de se considerar que Grécia e Índia não são tão distantes uma da outra a ponto de inviabilizar um contato. Mesmo assim, a grande maioria dos estudiosos considera que não há qualquer relação entre os Pré-Socráticos e os filósofos Orientais. O que na realidade, pouco importa. O fato é que assim como Ciência, a Arte e a Mística, a Filosofia sempre existiu em forma latente no ser humano e há de se respeitar e buscar conhecer a razão pela a maneira de pensar de cada indivíduo ou de um pensar coletivo.
     A ética cristã tem como base a bíblia. Logo possui elementos distintivos em relação a outros sistemas. Pode ser resumido no que o teólogo Emil Brunner declarou onde diz que a ética cristã é a ciência da conduta humana que se determina pela conduta divina. Os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres humanos. De certa forma isso me faz lembrar Honoré de Balzac (1799 — 1850) no seu livro “Ilusões Perdidas”, um de seus personagens, um padre, diz que a moral, objeto de estudo da ética, começa na lei, e, conclui, se apenas se tratasse da religião, as leis seriam inúteis...
     A ética moderna é considerada mutante. Visto que ela passa a ser racionalista ao se adequar a filosofia moderna, fundamentando-se na razão humana. De acordo com Immanuel Kant (Kant (1724 — 1804), a razão é universal e não individual. Ele defende uma sociedade que deve obedecer a normas morais estabelecidas. A ideia do Kant consolida a moral como lei; torna as mesmas como obrigação. Pois necessitamos viver bem em sociedade, onde há diversas pessoas que diferem pensamentos uns dos outros, surge então o comprometimento do dever, o que obriga o indivíduo colocar a felicidade em segundo plano. Enfim, vive-se na razão, mas há um controle que regula esta razão, do contrário viveríamos em conflitos de natureza mais exacerbada. Ao longo do tempo, o pensar kantiano, terá algumas sérias críticas.
     A ética contemporânea teve seu início em meados do século XIX, devido às mudanças que a evolução da ciência provocou na humanidade, descobrindo ferramentas que curam e doenças que torturam... E foi dentro de um universo de possibilidades que o novo pensamento ético  nasceu e começou a contestar o racionalismo absoluto, e assumir a existência de uma parte inconsciente em todos os homens. As principais correntes dessa Ética Contemporânea são: O Existencialismo, o Pragmatismo, a Psicanálise, o Marxismo, o Neopositivismo e a Filosofia Analítica.

     A ética na contemporânea se desdobra numa série de concepções distintas no que tange a moral e seu alicerce. Seu ponto comum é a recusa de uma fundamentação exterior, transcendental  para a moralidade. Centra no homem concreto a origem dos valores e das normas morais.
     Um dos primeiros a formular a ética do homem concreto foi Hegel (1770 — 1831). Aliás, Hegel criticou a ética kantiana por:
      não levar em conta a história e a relação do indivíduo com a sociedade.
      não apreender os conflitos reais existentes nas decisões morais.
      considerar a moral como questão pessoal, íntima e subjetiva na qual o sujeito decide entre suas inclinações e razão.

    Em suma, A ética contemporânea está diante de uma roupagem individualista, com algumas exceções é claro, onde o indivíduo, motivado pela febre do capitalismo consumista, está se preocupando mais em ter do que ser. E esse ter ou obter, por vezes,  extrapola os valores, inverte a moral vigente. Por isso, é racionalmente necessário, que as organizações, como um todo, comecem a preconizar, o quanto antes, a disciplina da ética em seus recintos.

filosofanfoff.files.wordpress.com/.../etica-contemporanea-pp2003.ppt - 
http://pt.scribd.com/doc/56983099/6/A-CRISE-QUE-NORTEIA-O-COMPORTAMENTO-HUMANO

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