terça-feira, 27 de março de 2012

Breviário Sobre a Gramaticalidade da LIBRAS

     A língua de sinais brasileira utiliza a sintaxe espacial, modalidade viso- espacial, como configuração para se comunicar; isso de uma forma organizada espacialmente. No campo das dificuldades, ela é tão complexa como às línguas orais-auditivas. Em libras podemos identificar, basicamente, as mesmas naturezas gramaticais já conhecidas pelo estudo das línguas orais, como pronome, adjetivos, advérbios, etc. No entanto, embora o conceito atribuído as categorias gramaticais de LIBRAS seja semelhante aos da língua orais, sua forma de classificação e de funcionamento é diferente. A ordem dos sinais na construção de uma frase, em LIBRAS, obedece a regras próprias que refletem a maneira do surdo processar as suas ideias. Logo existe uma independência sintática do português em relação à linguagem de Libras. A categoria artigo, recorrente em inúmeros línguas orais não existem em libras; a preposição é pouco utilizado na LIBRAS;  visto que está incorporada, em algumas frases, ao verbo. Exemplo: Em português escrevemos: Eu irei para a escola; Em LIBRAS: EU-IR-ESCOLA. Portanto, a LIBRAS não pode ser estudada tendo como base a língua portuguesa, já que sua gramática, com todos os seus classificadores e expressões faciais, que complementam a linguagem e maximizam a compreensão, entre os devidos sinalizadores, é independente da língua oral.
     A ordem das palavras, em LIBRAS, ordem, neste caso, como conceito básico relacionado com a estrutura da frase de uma língua, possui seis combinações possíveis de sujeito(S), objeto (O), e verbo (V), conforme observou Greemberg (1966). No entanto, parece haver uma ordem básica que predomina, apesar de haver várias possibilidades de ordenação que também são consideráveis, e, que cada língua elege uma dessas ordenações como sendo dominante. E essa ordem, a ordenação mais básica, parece ser a ordem Sujeito-Verbo-Objeto (SVO).  Há vários estudos da frase na Língua de Sinais Americana (ASL), que são pontos de partida para a língua de sinais brasileira, uma vez que esta apresenta grande variabilidade. Apesar disso, as pesquisas concluem que a sua ordem básica é SVO (Ex: HOMEM-LER-LIVRO). Pra justificar isso há vários alguns argumentos tais como o de Fischer (1980) que observa que SOV é uma ordem não licenciada na posição de objeto não oracional. Já liddel (1980), tem mais um argumento a favor, onde constatou que somente estruturas SVO poderiam ser transformadas em interrogativas sim/não. Portanto, foram observadas várias possibilidades de ordenação das palavras transposta para LIBRAS, onde prevalece a ordem básica das demais, ou seja, corroborando, a ordem SVO. As evidências surgem conforme Quadros (1999), que as evidências surgem de orações simples, de orações complexas contendo orações subordinadas, da interação com advérbios, com modais e com auxiliares. As demais ordenações encontradas na língua de sinais brasileira resultam de interação de outros mecanismos gramaticais.
    Há oposição quanto à ordem SVO; análises diferentes de Fischer e Lidell baseados em estudos polêmicos, mas que também podem ser considerados. Isso tanto no ASL, quanto na língua de sinais brasileiro. Como supracitado, existe seis combinações possíveis de ordenações, segundo Geemberg (1966), seriam dominantes: SOV; SVO, ou VSO.  O autor constatou, através de pesquisas que a ordenação dos elementos tende a ser consistente, ou seja, a língua VO terá o objeto da preposição depois desta, enquanto uma língua OV terá uma ordem oposta, ou seja, primeiro objeto, e, então, a preposição. Fischer, (1980) dentro das seis possibilidades, lista, em seus estudos: SVO; OSV; VOS e SOV.
     Enfim , esse texto é apenas um pequeníssimo breviário, diante do estudo da língua de sinais que é vasto e requer muito estudo e dedicação para um melhor e pleno aprendizado.


Ronice Müller de Quadros e Lodenir Becker Karnopp. Língua de Sinais Brasileira. 1ª edição. Artmed. 2004 (Livro customizado da Fac. Estácio de Sá)
http://estacio.webaula.com.br (Conteúdo online, aulas 6 e 8)


Ambiente do Empreendedorismo


        Existe uma grande expectativa de crescimento e sucesso futuro no ambiente do empreendedorismo a nível global. No Brasil, por exemplo, esse crescimento, na última década, vem atingindo marcas expressivas no campo de pequenas e micro empresas.
   Estamos vivendo a era do empreendedorismo, apoiados por instituições educacionais, sociedade e corporações, unidades governamentais e outros. No entanto, mesmo com uma política do governo onde se faz investimentos, como o SEBRAE, racionalização tributária, etc, alguns aspectos se mostram insuficientes para o ambiente do empreendedorismo. Um exemplo disso é a carência de mão- de - obra e a carga tributária que encarece os custos no contexto do empreendedorismo.
   O empreendedor, no entanto, mesmo conhecendo as adversidades de um negócio, tem que procurar dar continuidade ao seu vislumbre com pensamento positivo, perseverança e atitudes pró-ativa, para, assim, poder auferir o seu escopo. Por isso, aliado as quatro fases do processo de geração de um empreendimento, o empreendedor, no seu campo de ação, deve seguir, convicto com a sua inovação, criação ou reconceituação de um valor para a sociedade, isso é, seguir com dedicação total a sua pedra angular.  Atrelado a esse processo, o empreendedor, deve utilizar outras ferramentas fundamentais que além de outras vantagens, serve para cultivar redes de contatos, e, a comunicação é um desses componentes; pois proporciona dinamismo e menor custo (tipo e-mail e outros). A informação também é outro fator primordial: mídia, jornais, revistas de cunho específico, a televisão, e, inclusive o apoio da sociedade que é essencial, pois propicia motivação e sustentação para o negócio. Logo vem a logística que é responsável pela distribuição: ponto chave de apoio estratégico. Conectado com todo empreendimento a tecnologia é outra ferramenta imprescindível que gera vantagem competitiva com a sua velocidade evolutiva que parece ser ilimitada. E a globalização que impõe, junto com a tecnologia, rapidez e conectividade em tempo real com o mundo dos negócios. E por fim, novos conceitos que envolvem, entre outras necessidades, ética, responsabilidades sociais e a busca constante pela comodidade e conforto do cliente que está cada vez mais exigente diante de tantas ofertas empreendedoras que se apresentam diariamente no mundo produtivo de bens e serviços.
    Desta feita,  as inovações tecnológicas tem sido os fatores mais impressionantes, ou seja,  tem sido uma ferramenta sem precedentes. Logo, entre outros conceitos e valores, a organização que não acompanhar, desenvolver, investir e capacitar os seus colaboradores para usar esse recurso com eficiência e eficácia, irá ficar pra trás no mundo da alta  competitividade. 


Fonte: http:/www.ipledu.com/empreendedorismo-verde-amarelo-oportunidades-e-desafios-ipl-semanal-numero36/ (Acesso em: 17 fev 2012)
 HISRICH; PETERS; SHEPHER. Empreendedorismo. 7 ed. Artmed. 2009
http://estacio.webaula.com.br/ (aula 1 conteúdo online)

domingo, 25 de março de 2012

Mitos Sobre Surdos e outras Questões Relevantes



     Os equívocos acerca da língua de sinais, infelizmente, norteiam e criam barreiras, principalmente para os surdos, aqui especificado como “portadores de necessidades específicas”. Para fins de esclarecimento, esse texto adotará esse termo supracitado, haja visto que não há um consenso terminológico. Pois isso é um objeto de discussão que se encontra em andamento. As noções equivocadas, sobre as línguas de sinais, são resultados de um passado onde não havia os devidos conhecimentos científicos e também uma falta de interesse por parte de órgãos e instituições responsáveis. Isso ocasionou dificuldades para a sociedade como um todo. Ainda hoje paira no ar certos mitos, entre outros destaco: universalidade da língua, visão errônea, pois cada país tem a sua língua de origem, assim como peculiaridades e variações regionais; inverdades apontando a língua de sinais como sendo conjuntos de gestos e pantominas, quando na verdade ela é uma língua natural,criada por comunidades surdas através de gerações. Sendo assim, ela é um sistema lingüístico legítimo com estruturas gramaticais próprias, independente das línguas orais dos países que são utilizados. As línguas de sinais possuem todas as características das línguas orais como a polissemia, possibilidades de utilização de metáforas, piadas jogos de linguagens, etc. Logo, não deve ser visto como um problema do surdo ou como uma patologia.
     Outro equívoco diz respeito à pessoa do surdo quando classificados como “surdo mudo”; também sendo fruto do passado. Em tempos remotos era desconhecido que o surdo, salvo exceção, tem o aparelho fonador resguardado. Se aparentemente não falam, isso se deve a dificuldades impostas pelo não desenvolvimento da memória auditiva, entre outros fatores. O surdo também “já foi”, por vezes, considerado como um “deficiente mental”, pejorativamente. Inclusive foram obrigados a participar de métodos educativos que visavam apagar as diferenças entre surdos e ouvintes, impondo ao surdo a língua e a cultura oral. Os equívocos não param por aí, são vários, alguns “superados”, outros que a sociedade como um todo, necessariamente, tem que apoiar para que sejam, de fato, só equívocos do passado. 
     O contato com LIBRAS já é uma obrigação do cumprimento das recentes políticas lingüísticas e educacionais que visam à divulgação da LIBRAS e da dita “cultura surda”, e a implementação de estratégias para a inclusão da pessoa surda na sociedade com a lei 10436, de 24/04/2002 e o decreto que o regulamenta: 5626 de 22/12/2005. No entanto, não é o suficiente. Pois na prática deixa muito a desejar. A infra-estrutura que se tem hoje, principalmente na parte de mobilidade, que engloba lazer, cultura, e outros fatores cogentes, é muito precária, quando não existentes. Isso vai contra todo direito e legitimação do portador de necessidades é uma inversão aos seus devidos valores como cidadão. Logo, há muito que se fazer para que o portador de necessidades específicas possa, de fato, se sentir incluído e interagindo com a sociedade no regime democrático. 
     No que tange a datilologia é a soletração de uma palavra usando o alfabeto manual de LIBRAS. A datilologia é mais usada para expressar nome de pessoas, localidades e outras palavras que não possuem um sinal específico. Ela não é uma língua distinta, mas um simples código baseado nas línguas orais, e nenhuma comunidade utiliza exclusivamente tal código para comunicar-se. Os surdos a utilizam somente em situações específicas, quando necessário. 
Às vezes, uma palavra da língua portuguesa que por empréstimo passou a pertencer a LIBRAS, por ser expressa pelo alfabeto manual com uma incorporação de movimento próprio desta língua, será apresentada pela soletração ou parte da soletração como as palavras “reais” e “nunca”, por exemplo. É difícil de explicar isso utilizando apenas a escrita, sem demonstrar com as mãos, porque LIBRAS é uma língua de modalidade gestual-visual. Portanto se a pessoa ver o gesto sobre o que estamos querendo falar, torna-se muito mais fácil dela entender. Uma pessoa que não é surda pode usar a datilologia quando ela não sabe o sinal correspondente do que quer falar com um surdo. Então para o surdo entender do que se trata devemos soletrar, usando o alfabeto manual. Entretanto nem todo surdo é “sinalizado”, muitos são “oralizados” e outros não conhecem LIBRAS, infelizmente. 
     Felizmente, o interesse em em relação aos estudos das línguas de sinais é crescente, já não se privilegia totalmente a língua oral. As línguas de sinais podem fornecer novas perspectivas teóricas sobre as línguas humanas, sobre os determinantes da linguagem e o processo de aquisição de desenvolvimento de uma língua que apresenta certas particularidades em relação às línguas orais. 
     Curiosidade: o dia do surdo é comemorado em 26 de setembro porque, neste dia, em 1857, durante o Império de D. Pedro II, o professor francês Hernest Huet, que era surdo, fundou o Imperial Instituto de Surdos Mudos, no Rio de Janeiro. No ano do centenário passou a denominar-se Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). 


Lodenir Becker Karnopp e Ronice Muller de Quadros. Língua de Sinais Brasileira. 1ª edição.Artmed/2004 (material de apoio Estácio 
RODRIGUES SILVA: KAUCHAKJE: GESUEL> Cidadania, Surdez e Linguagem- desafios e realidade. 3ª edição. PLexus. 2003 (Mat Apoio Estácio) 
www.webaula.estácio.com (Aulas online 1 e 2)

sábado, 24 de março de 2012

Custos: Desafios Estratégicos Para o Administrador

     A contabilidade financeira preocupa-se com os registros patrimoniais de uma organização, segundo as normas, convenções e princípios contábeis, e dentro desse contexto, contabiliza custos que estão voltados à análise dos gastos realizados pela entidade no decorrer de sua operação. E como função básica, da contabilidade de custos, que busca atender a três razões primárias, estão:
Determinação do lucro: empregando dados originários do registro convencionais contábeis, ou processando-os de maneira diferente, tornando-os mais úteis à administração;
Tomada de decisões; que envolvem produção (o que, quanto, como e quando fabricar) formações de preços, escolhas entre fabricação própria ou terceirizada.
Controle das operações, e demais recursos produtivos: como os estoques, com a manutenção de padrões e orçamentos, comparações entre previstos e realizados.
     No que tange o valor planejado, de uma organização, comparando com o que foi efetivamente gasto, obtém-se um forte instrumento que possibilita expressivo apoio ao norte a ser seguido pelo corpo administrativo; seja para evitar desperdícios de gastos, em toda a sua estrutura, ou pra decidir novos investimentos no cenário dos processos de produção.  Também dentro desse enfoque, analisam-se os custos diretos, que em grande medida são decorrentes dos valores agregados diretamente na produção, despesas e os demais gastos da organização, esses, irão impactar diretamente na formação do preço final do bem ou serviço. Logo, tudo isso vai de encontro a potenciais ações que podem permitir um melhor desempenho do produto ou serviço no mercado. E o fator desempenho está antenado com a acirrada competitividade, onde o foco que se privilegia é o cliente, esse, que espera um diferencial seja no preço ou num valor de cunho qualitativo.
     Portanto, essa informação contábil financeiras é de suma importância, para o gestor, pois auxilia- o na tomada de decisão sobre volume, qualidade, processo e canal de distribuição entre outros. E o papel do gestor, diante das devidas informações, é saber interpretar tudo isso com muita sabedoria para, só assim, elaborar o mais assertivo planejamento possível.
     Enfim, a análise dos custos através da contabilidade financeira, com toda a sua sistemática organizada, tem um enfoque essencial que se converge, interage, de uma forma interdisciplinar, com o corpo gestor, para esse, definir e planejar a sua ação decisória no seu campo de trabalho.


Fonte: HORNGREN; DATAR; FOSTER. Contabilidade de Custos- Volume 1. 11ªEd. Pearson/2003 (Material de apoio Estácio
http://estacio.webaula.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Programação Linear (Exercício)

Exemplo Resumido


Uma empresa fabrica mesas e cadeiras. O quadro abaixo mostra os recursos consumidos por unidade de cada produto e os seus lucros. Quantas mesas e cadeiras podem ser fabricadas para se maximizar o lucro?
Recurso:     Mesa:       Cadeira:                 Quantidade disponível:
Madeira         30               20                                       310
Meta                5               10                                        113
Lucro               6                 8                                           -
Nossa função objetivo é o total de lucro da venda de mesas (M) e cadeiras (C). Queremos descobrir qual o valor máximo possível de lucro que podemos obter. Logo, nossa função objetivo é:
Máx Z =6m+8c (Função-Objetivo)
Agora precisamos analisar as restrições. Temos uma quantidade máxima de madeira disponível (310) e cada mesa e cada cadeira gastam uma certa quantidade deste material (30 e 20). Logo, temos uma restrição:
30M + 20C <_ 310 (Restrição1)
Da mesma forma, existe uma quantidade limitada de metais, o que nos dá a segunda restrição:
5M + 10C <_ 113 (restrição
Além disso, sabemos que não podemos fabricar uma quantidade negativa de cadeiras ou mesas:
M, C >_ 0
Diante disso parte-se para uma solução Gráfica, como visto na aula 4, deste curso, que irá determinar a melhor forma de maximizar o lucro.
Considerações:
Cada vez mais, a Programação Linear vem sendo utilizado nas grandes empresas; muito aproveitado nos empreendimentos de e-business. Pois possibilita acertos mais seguros e gera vantagens competitivas diante do mercado concorrencial. É possível observar essa ferramenta no SAD (Sistema de Apoio á decisão). Num desses processos encontra-se a análise de otimização que busca encontrar um valor ótimo para variáveis selecionadas, dadas certas restrições. Hoje, na era da informática, a busca pela a otimização é elaborada por pacotes de software e por geradores de SAD avançados.


 http://pt.wikibooks.org/wiki/Pesquisa_operacional/Introdu%C3%A7%C3%A3o_%C3%A0_Programa%C3%A7%C3%A3o_Linear; SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS DECISÕES GERENCIAIS NA ERA DA INTERNET, JAMES A.  O’BRIEN

quarta-feira, 21 de março de 2012

Leis da Demanda e da Oferta

  Formato das Curvas


     Visto que os recursos produtivos são escassos, há uma necessidade de escolher a maneira mais apropriada de utilizá-los. E para ajudar a sociedade e os indivíduos a fazer escolhas para aplicação dos recursos, os economistas desenvolveram o método teórico da Curva de Possibilidades de Produção (CPP), que pode ser resumido como sendo a fronteira máxima que a economia pode produzir, onde mostra alternativas de produção da sociedade. No caso de se optar por produzir X adicional, implica necessariamente em reduzir a produção de outro produto Y e vice-versa. Esse conceito é aplicado ao nível de pleno emprego, em cima da CPP; esse conceito é chamado de Custo de Oportunidade.

Equilíbrio de Mercado 

     O mercado de um produto encontra-se em equilíbrio quando as quantidades oferecidas desse produto são iguais as quantidades procuradas; o preço para o qual as quantidades oferecidas vão ser iguais às quantidades procuradas é o preço de equilíbrio. Quando a oferta é maior que a demanda, ocorre liquidação por parte das empresas como forma de reduzir seus estoques. Quando a demanda é maior que a oferta, as empresas aumentam a quantidade ofertada e, conseqüentemente, os preços dos produtos, fazendo assim com que a demanda diminua. Nesses dois casos, o objetivo da empresa é levar o mercado para o preço e quantidade de equilíbrio. Havendo igualdade entre oferta e demanda, terá uma harmonização entre os variados interesses entre os produtores e os consumidores. É importante lembrar que o preço do ponto de equilíbrio de mercado pode ser alterado por uma modificação da renda dos consumidores, aumento dos custos dos fatores de produção ou por algum tipo de intervenção do governo.

Tabelamento de Preço 

     Quando um preço de mercado se afasta do nível em que oferta e demanda são iguais, se não houver obstrução, a tendência de retorno ao equilíbrio se manifesta automaticamente. Mas, se o governo fixa os preços num nível diferente do que seria estabelecido pelo mercado não obstruído, esse equilíbrio de oferta e demanda fica, evidentemente, perturbada. Ocorre então que — no caso de preços máximos — compradores potenciais, mesmo dispostos a pagar o preço fixado pela autoridade ou até mesmo um preço maior, não conseguem comprar. Já no caso de preços mínimos — vendedores potenciais, mesmo dispostos a vender pelo preço fixado pela autoridade ou até mesmo por um preço menor, não conseguem vender. O preço já não é capaz de separar os compradores e vendedores potenciais que podem comprar e vender daqueles que não podem fazê-lo. Torna-se necessário estabelecer um novo critério para escolher quem deverá comprar ou vender. Pode ser que sejam escolhidos os que chegarem primeiro, ou de outras formas nada elegante... Logo o governo terá de regulamentar a quantidade que cada indivíduo pode comprar. Terá de recorrer ao racionamento. Mas isso será apenas uma tarefa secundária. Pois outras conseqüências mais graves tendem a surgir.

Efeitos do Tabelamento 

     Os tabelamentos surtem alguns efeitos a curto prazo; quando se tem a ideia de que: “Se for mantido baixo o preço, todos terão o seu justo quinhão”. Mas manter o preço de qualquer mercadoria abaixo do preço do mercado traz com o tempo, duas conseqüências. A primeira é aumentar a procura da mercadoria. Sendo esta mais barata, as pessoas sentem-se tentadas a comprar mais, e podem fazê-lo. A segunda conseqüência é reduzir a oferta. Logo, os produtores podem interromper a fabricação de determinados bens, produtos, a fim de não sofrerem perdas. O tabelamento de preços poderá parecer, durante breve período, ter sido coroado de êxito. Entretanto, quanto mais tempo estiver em vigor, tanto mais aumentarão suas dificuldades. 

Preços Abusivos 

     Quando empresários decidem praticar preços abusivos é caracterizado como sendo cartéis. A formação de cartéis é prejudicial à livre concorrência, pois acarreta perdas de bem-estar para os agentes econômicos. Isso acontece, uma vez que, os agentes que deveriam competir comercialmente entre si estabelecem um acordo de cooperação que afeta a eficiência do mercado. Como resultado desta ação os mecanismos de equilíbrio do mercado deixam de funcionar. Assim os preços e as quantidades dos produtos oferecidos pelas empresas do cartel deixam de ser determinados pelo ponto de equilíbrio entre a demanda e a oferta. É válido salientar que qualquer ato dos agentes que comprometa a concorrência é crime de acordo com a Lei 8.884/94 e a pena pode chegar até cinco anos de prisão (CADE, 2007). 


Marco Antonio Sandoval de Vasconcelos. Economia Micro e Macro. 4ª edição. Atlas. 2006; 

segunda-feira, 19 de março de 2012

A Figura do CEO nas Organições

     Na empresa que trabalho não existe a figura do Cio (Executivo Principal de Informações). Mas segundo esse texto, que adaptei da internet e que compartilho aqui, com os companheiros de fórum, fica evidente as responsabilidades e os desafios de um profissional desta área. Primeiramente, esse executivo, deve estar atualizado constantemente, senão corre o risco de ser rapidamente substituído por outro profissional que esteja a par das últimas novidades condizentes a sua função. Outro aspecto fundamental, esse executivo tem por preocupação principal fazer com que os sistemas sejam utilizados de modo a aumentar a competitividade e a lucratividade da empresa. Outros aspectos, apenas um breviário, extraído do livro de José Roberto Saviani, (O Analista de Negócios e da Informação-Editora Atlas/1992) que vejo como características essenciais para que o CIO não venha a fracassar no seu desempenho: o CIO deve se relacionar com as pessoas como seres humanos e não como meros "usuários de sistemas" (afinal, todos os funcionários são usuários); No relacionamento com as pessoas, o CIO deve conhecer não somente a tecnologia da informática, mas também os negócios em que a empresa está envolvida: o sistema de informações e o departamento que o utiliza; a informática provoca mudanças constantes no seio da organização, e o CIO deve ser hábil o bastante para saber administrá-las; os problemas que podem surgir com o uso do software e hardware não devem levar a impedimentos do tipo "isso não dá para fazer porque o computador não permite", mas devem ser resolvidos pelo CIO da melhor forma; o CIO deve ser agente de mudança e de melhoria na empresa; o CIO deverá conciliar seus interesses com as possibilidades técnicas que o computador oferece. 
     Feito essas análises, acrescento aqui mais uma frase do genial Steve Jobs: ”tecnologia não é o suficiente. É a tecnologia casada com as artes liberais e as ciências humanas”. 
     Portanto, pra ser um profissional profícuo, é necessário estar constantemente integrado com todo contexto organizacional.

Adaptação do Texto de: Antonio Carlos M. Mattos

A Figura do CEO nas Organições

     Na empresa que trabalho não existe a figura do Cio (Executivo Principal de Informações). Mas segundo esse texto, que adaptei da internet e que compartilho aqui, com os companheiros de fórum, fica evidente as responsabilidades e os desafios de um profissional desta área. Primeiramente, esse executivo, deve estar atualizado constantemente, senão corre o risco de ser rapidamente substituído por outro profissional que esteja a par das últimas novidades condizentes a sua função. Outro aspecto fundamental, esse executivo tem por preocupação principal fazer com que os sistemas sejam utilizados de modo a aumentar a competitividade e a lucratividade da empresa. Outros aspectos, apenas um breviário, extraído do livro de José Roberto Saviani, (O Analista de Negócios e da Informação, Ed. Atlas), que vejo como características essenciais, para que o CIO não venha a fracassar no seu desempenho: o CIO deve se relacionar com as pessoas como seres humanos e não como meros "usuários de sistemas" (afinal, todos os funcionários são usuários); No relacionamento com as pessoas, o CIO deve conhecer não somente a tecnologia da informática, mas também os negócios em que a empresa está envolvida: o sistema de informações e o departamento que o utiliza; a informática provoca mudanças constantes no seio da organização, e o CIO deve ser hábil o bastante para saber administrá-las; os problemas que podem surgir com o uso do software e hardware não devem levar a impedimentos do tipo "isso não dá para fazer porque o computador não permite", mas devem ser resolvidos pelo CIO da melhor forma; o CIO deve ser agente de mudança e de melhoria na empresa; o CIO deverá conciliar seus interesses com as possibilidades técnicas que o computador oferece.

      Feito essas análises, acrescento aqui mais uma frase do genial Steve Jobs: ”tecnologia não é o suficiente. É a tecnologia casada com as artes liberais e as ciências humanas”.
Portanto, pra ser um profissional profícuo, é necessário estar constantemente integrado com todo contexto organizacional..
Adaptação do Texto de: Antonio Carlos M. Mattos

terça-feira, 13 de março de 2012

O gestor e a Tomada de Decisões

     

     No mundo organizacional tomar decisões é uma constante na vida de um gestor. E isso não se resume simplesmente em melhorar os lucros e prevenir os custos da sua empresa. Num contexto organizacional, além dos diversos desafios cotidianos, que envolvem o modo mais eficiente de empregar os seus recursos escassos, há fatores primordiais que exigem do gestor certas habilidades para que as reais necessidades decisórias não se tornem amargos fracassos. Por isso antes do gestor tomar atitudes ele deve ter um comportamento organizacional munido de exames acurados por estudos de pesquisas e desenvolvimentos. Dentro desse contexto, comportamental, há de se ter uma visão sistêmica de todos os recursos disponíveis: Recursos naturais, capitais e humanos; esse sendo premiado com um olhar cirúrgico. Pois os recursos humanos são a ponte entre o objetivo e sucesso; estes, representados pelos associados; indivíduos; as pessoas que fazem parte da corporação em geral, e, as mesmas devem estar em sintonia com o plano da empresa para que ela possa alcançar os resultados desejados. E pra que isso se concretize é fundamental que exista aspectos como atitudes pró-ativas, valores éticos e morais, processos de grupos, enfim, é racionalmente necessário cultivar toda uma cultura organizacional onde todos os membros se sintam de fato inseridos. E isso não é simples, envolve muita dedicação.
     No que tange a economia, no fator exógeno, as necessidades de decisão também se deparam com adversidades em todas as suas variáveis. As tendências globalizadas exigem, como nunca, constantes inovações ou reconceituações de novos produtos e serviços. E Para acompanhar esses fatores econômicos de produção e permanecer no mercado competitivo o gestor tem que pesquisar e estudar constantemente esses fatores econômicos para poder desenvolver novas estratégias empresariais. São muito os fatores econômicos que influenciam nas escolhas de uma estratégia determinante para uma organização. Tais fatores estão evidenciados pela concorrência, que também busca melhorias sempre; governo, com suas pesadas cargas tributárias; a própria economia; aquisição de tecnologia de ponta; forças sociais; trabalhistas; políticas; novos mercados e outros. Esses fatores, sumários, são imprescindíveis de análises para se tomar a decisão mais acertada possível.
     Portanto, numa visão simultânea, entre o mundo organizacional e o cenário econômico, traçando um paralelo entre esses dois fatores internos e externos, o corpo gestor pode traçar melhor o seu planejamento e assim definir o seu objetivo de produção; seja de bens ou de serviços, com um valor agregado para o demandante.
estácio.webaula.com.br/ (ambiente online-aula 1 e 2)
Marco Antônio Sandoval de Vasconcelos. Economia-Micro e Macro

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Teoria dos Jogos

      A teoria dos jogos, que tem como precursor John Forbes Nash Jr., tem natureza na matemática aplicada que examina posições estratégicas onde jogadores optam por diferentes posições na busca de melhorar os seus resultados. A princípio foi desenvolvida como ferramenta para entender comportamentos econômicos e depois usada para definir estratégias nucleares. A teoria dos jogos é hoje usada em vários campos acadêmicos. A partir de 1970 a teoria dos jogos passou a ser aplicada ao estudo do comportamento animal, incluindo evolução das espécies por seleção natural. Devido a interesse em jogos como o “dilema do prisioneiro” repetido, o qual interesses próprios e racionais prejudicam a todos, a teoria dos jogos vem sendo aplicada nas ciências políticas, ciências militares, ética, economia, filosofia, recentemente, no jornalismo área que apresenta inúmeros e diversos jogos, tanto competitivos como cooperativos. Finalmente, a teoria dos jogos despertou a atenção da ciência da computação que vem utilizando-a em avanços na inteligência artificial e cibernética.
     Além de Nash, o economista e matemático Robert John Aumann também teve participação fundamental no desenvolvimento da teoria dos jogos; ambos são ganhadores do Prêmio Nobel por suas contribuições nesta área.
     Nash recebeu o Prêmio Nobel por sua análise pioneira do conceito de equilíbrio na teoria dos jogos não-cooperativos. Em sua tese de doutorado, defendida em 1950, aos 21 anos, o cientista introduziu a distinção entre jogos cooperativos – nos quais os jogadores podem fazer acordos entre si – e jogos não-cooperativos. No mesmo trabalho, desenvolveu o conceito de equilíbrio para jogos não-cooperativos, que hoje é conhecido como Equilíbrio de Nash.

Aumann foi reconhecidamente premiado por ter possibilitado avanços na compreensão sobre o conflito e a cooperação por meio da análise com Teoria dos Jogos. O alemão foi o primeiro a conduzir uma análise formal dos chamados jogos repetidos infinitamente, ou seja, Aumann foi o primeiro a definir o conceito de equilíbrio correlacionado na teoria dos jogos, que é um tipo de equilíbrio em jogos não-cooperativos que é mais flexível do que o clássico Equilíbrio de Nash. Sua pesquisa identificou exatamente que resultados podem ser conseguidos em relações de longo prazo.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Função da Universidade


        Um exemplo claro da função primordial da universidade, com todo o seu corpo docente, é a construção do crescimento intelectual, de forma racional e sistematizada. Isso leva o discente a investigar, muitas das vezes, as coisas por si mesmo, não aceitando nada sem antes questionar. E nesse processo de ensino, além de outras assessorias e colaboração, a universidade estimula a produção científica através de pesquisas que são elementos vitais para o ensino superior.
     A universidade, em si, com o seu planejamento; projeto político pedagógico, tem a pesquisa como principal compromisso; objetivando e colaborando com a produção científica e tecnológica. Ao longo dos últimos anos, com inovações, e trocas de conhecimentos globais, a universidade vem progredindo gradativamente.  A cada ano, vários profissionais, de diversas áreas, se formam com os inventivos e conhecimentos mais modernos da ciência.   A universidade, imbuída desse comprometimento, além de incentivar e proporcionar descobertas científicas, forma profissionais que vem contribuir em busca de uma transformação de qualidade que vai de encontro ao benefício da sociedade como um todo.
     Um exemplo da participação e comprometimento da universidade com a extensão universitária pode ser observado nas conferências, ensino à distância, viagens de estudo, apresentações musicais, teatrais, campanhas educativas e assistenciais, programas e eventos culturais e esportivos, escolas e hospitais itinerantes, dentre outros.
     O projeto pedagógico do curso, no qual faço parte, está organizado em prol de formar gestores capacitados para identificar, desenvolver e solucionar situações inerentes ao universo dos sistemas organizacionais. E nesse universo, destaco aqui, como valores primordiais, a metodologia aplicada que acompanha a inovação tecnológica, a consciência e ação sustentável e o compromisso que o profissional administrador tem junto com e para a sociedade.

    
     Fonte: CERVO, Amado L.; Bervian, Pedro A. Metodologia Científica. 6ª ed. 2006


domingo, 1 de janeiro de 2012

Primordiais

"As relações interpessoais oportunizam aprendizagens, determinam grande parte do nosso comportamento e estão intimamente relacionadas com a nossa saúde mental".
                                                    ( PIZZANI,  Pereira& RIZZON, 1994, pag 84)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Princípios...

"O princípio da Afeição: as pessoas gostam daqueles que gostam delas." 


"O Princípio da reciprocidade: as pessoas pagam com a mesma moeda."


"O princípio da comprovação social : as pessoas seguem os exemplos dos semelhantes."


o princípio da consistência: as pessoas se prendem a compromissos claros.


"O princípio da autoridade: as pessoas se submetem a especialistas."


"O princípio da escassez: as pessoas sempre querem mais daquilo que menos podem ter. "



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Gestão por Processos / Gestão de Pessoas por Competências

Podemos associar como exemplo, a contribuição da gestão por processos, em relação à implementação da gestão de pessoas por competências, os ensinamentos do Kaizen, filosofia baseado nos princípios socioculturais orientais. Kaisen significa melhoramento ou melhoria contínua. Esse instrumento exige o empenho de todos os indivíduos da empresa, desde o operário até o gerente. Fundamenta-se numa forma de gestão orientada para a maximização da produtividade e da rentabilidade e que não implica em significativo aumento de custos. Essas atividades metodológicas envolvem não apenas os processos produtivos, mas também as áreas de marketing, vendas, desenvolvimento, administrativas e financeiras.
Enfim, no aspecto humano, ligado a gestão de pessoas por competência, isso é traduzido em mudanças de atitude em todos os níveis e setores da empresa. Compromisso esse dirigido através de treinamentos contínuos, onde são desenvolvido atividades em equipes de trabalho; equipes de aperfeiçoamento por departamento, círculos de qualidade, grupos de trabalho ou equipes de aperfeiçoamento de processos interdepartamentais.


Correta a  sua pesquisa e as suas considerações sobre o tema do fórum.
Att.
A. V. Matias



Programa de Qualidade/ Empresa Tradicional/ Empresa de Gestão por Processos

A implantação de um programa de qualidade numa organização, quando se faz presente, visa atingir, “selo de qualidade”, novos horizontes, e, sobreviver no acirrado mundo dos negócios. E para que isso aconteça, com êxito, é imprescindível a participação de todos colaboradores como protagonistas, para garantir a qualidade em cada posto de trabalho. E mais, pra vislumbrar um futuro de sucesso, uma plausível qualidade nos métodos da gestão, tem que haver também a total parceria dos clientes e fornecedores. O cliente, então, está em primeiro lugar nessa empreitada, até porque a qualidade é voltada inteiramente para a sua satisfação. E como ele é o principal interessado, o mesmo fará julgamentos, dando ou não a sua aprovação no “selo de qualidade”.
A qualidade deve estar em toda a empresa: qualidade do serviço, qualidade do trabalho qualidade da informação; qualidade de todos os processos que envolvem a organização. E pra que isso aconteça não pode haver centralização; deve haver delegações de responsabilidades com responsabilidades entre os seus membros. E pelo que nota-se nas organizações tradicionais, a descentralização de comandos é escasso, quando não totalmente desprovido. No mundo de hoje, isso não cabe mais como modelo de gestão. Pois como diz o ditado: “duas cabeças pensam melhor do que uma”. Agora imagina várias cabeças em prol de um mesmo objetivo que é o sucesso da organização; se não for isso, o fracasso é quase que inevitável. Enfim longe do modelo tradicional o colaborador, o colaborador de atitudes inteligentes, tem outro comportamento. Pois ele sabe que se a organização vir a adoecer ele pode vir a adoecer solidariamente ou não. Por isso, imbuído dessa consciência, consciente da sua importância dentro da organização, a sua atitude o leva a querer fazer parte criativamente e efetivamente em todo esse processo, gestão por processos, que é a tendência da atualidade.

Fonte de pesquisa Minhas fontes foram o Dicionário Aurélio, Wikipédia, no  caso a fórmula de Einstein, e Filosofia Geral e da Educação, de Janes Fidélis Tomelin e Norberto Siegel

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Gestão de Fluxos de Caixa

     A Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) aponta a origem de todo o dinheiro que entrou, foi aplicado e saiu do caixa em determinado período, e, ainda o Resultado do Fluxo Financeiro.
     Diante disso temos como exemplo e seguintes significados:
·  Estoques: ativos que permitem a manutenção do processo "produção-venda", sendo a base para execução da atividade fim da empresa, devendo-se manter o sincronismo entre matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados para que a empresa mantenha a dinâmica do seu ciclo operacional. Os estoques representam um investimento significativo por parte da maioria das empresas. Girar os estoques rapidamente é uma forma de minimizar os investimentos, já que a frequência de cobertura dos dispêndios em estoques com as vendas aumentará. Assim, a empresa precisa manter um nível ótimo de estoques que minimize as faltas e que concilie com os objetivos financeiros. O giro de estoques além de medir a atividade ou facilidade com que este estoque é movimentado (liquidez), ou seja, vendido e renovado, também é um importante indicador para avaliação e elaboração de políticas de mercado, produção e estocagem.
· Duplicatas a Receber: relacionado com os estoques subsidiam as decisões que poderão afetar as estratégias e projetos empresariais, inclusive o preço de mercado de títulos emitidos pela organização (ações, debêntures, partes beneficiárias, bônus de subscrição etc.). Por isso, ter como estratégia, um equilíbrio no prazo médio de recebimento, ou idade média das contas a receber, é útil na avaliação das políticas de crédito, vendas e cobrança.
· Títulos Negociáveis de Curtíssimo Prazo: são adquiridos pela empresa para obter retorno sobre fundos temporariamente ociosos. Esses títulos são investimentos a curto prazo de liquidez, que são prontamente conversíveis em valores conhecidos de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor;
· Contas a Pagar: Os índices de endividamento de uma empresa indicam o volume de dinheiro de terceiros usado para gerar lucros. Quanto mais alto o valor desse índice, maior o volume relativo de capital de outros investidores usado para gerar lucros na empresa. Em geral, quanto mais baixos os índices de cobertura de uma empresa, menor a certeza de que ela será capaz de saldar suas obrigações. Se uma empresa não for capaz de fazer isso, seus credores poderão exigir pagamento imediato, o que, na maioria dos casos, forçaria a falência. Dois índices de cobertura conhecidos são o índice de cobertura de juros e o índice de cobertura de pagamentos prefixados. O prazo médio de recebimento, ou idade média das contas a receber, é útil na avaliação das políticas de crédito, vendas e cobrança.
   Em resumo, os negociadores do mercado que têm interesse na organização preocupam-se com todos os aspectos da situação financeira da empresa e procuram construir índices financeiros que demonstrem os aspectos favoráveis ou desfavoráveis relacionados ao desempenho financeiro e operacional da organização. Logo, A administração de Disponibilidades, caixas, bancos, títulos negociáveis, estoques, constitui-se numa das áreas-chave da gestão do Capital de Giro das empresas, uma vez que esses ativos são os mais líquidos das empresas, possibilitando o cumprimento das obrigações dentro dos prazos de vencimento. Além de constituírem um agregado de recursos disponíveis para cobertura de desembolsos inesperados, garantindo a manutenção do nível de liquidez das empresas.


http://estacio.webaula.com.br/salaframe.asp?curso=1101&turma=49432&topico=784422http://www.metodista.br/ppc/revista-cco/revista-ecco-01/fluxo-de-caixa#id4

Julio e temoos sempre que no curto prazo avaliar o Capitla Circulante Líquido com o fluxo de caixa a fim de não termos surpresas e gastar em despesas fianceiras os recursos necessários a produção.
abs
Fm

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cortesia

"A vida não é nunca tão breve que não haja tempo para a cortesia."
                                                                                             
                                                                              Emerson

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Gestão por Processos em oposição ao Modelo Tradicional

É possível identificar, pelo conteúdo online ministrado em aulas, que a gestão por processos certamente é mais vantajosa, não só pelo fato de ser uma nova tendência, mas pelo fato de ser mais efetiva e dinâmica no que tange a realidade contemporânea.
O modelo tradicional, no desempenho desta, ainda persiste em muitas empresas que ainda não despertaram para acompanhar a realidade do exigente mercado competitivo.
Ao fazermos um breve paralelo entre a gestão por processos, chamado aqui de fator A, e a organização tradicional, fator B, possivelmente chegaremos a uma só conclusão. Antes vamos analisar: enquanto o fator A tem como foco o cliente, elemento infalivelmente fundamental; o segundo focaliza-se na sua chefia, elemento falível; enquanto o fator A toma decisões em caráter participativo, onde se soma experiências conjuntas, o fator B concentra essa atitude vertical apenas no gerente; enquanto o fator A tem um objetivo de prevenção de custos, levando em conta análises qualitativas, o fator B só pensa na quantitativa redução de custos.
  Diante desse breviário, vimos que a gestão por processos, além de ser mais vantajosa, atualmente, se torna racionalmente necessário. Enquanto que o modelo tradicional está em desvantagem, por não perceber alguns aspectos de interesses condizentes com a organização administrativa, tais: não reter conhecimentos, ao contrário, deve-se partilhar; poderes de decisão devem ser tomados em conjunto; horizontalização de informações e melhorias sempre, conforme a regra do mercado, exigente, e da própria sobrevivência organizacional.




quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Técnicas da ABNT

     A aplicação das diferentes técnicas de estudos na leitura e na produção acadêmica é da maior importância; pois proporciona clareza, precisão e objetividade no campo de todo conhecimento e de toda informação. Logo, a linguagem científica que é acadêmica e didática tem todo esse processo técnico que vai de encontro com termos mais adequados às ideias que se quer exprimir e determinar com o maior grau de exatidão possível.
     Devemos usar citações em um texto acadêmico pelo fato de que ao utilizarmos esse recurso possibilitamos um  fundamento teórico com mais propriedade. Visto que, geralmente, ao escolhermos citações, informações extraídas de outras fontes, nos apoiamos na autoridade de autores e pesquisadores mais experientes. No mais, inexiste o emprego de citações em um texto acadêmico. Seja numa citação direta ou indireta, nós acadêmicos, estamos sempre usando desse artifício fundamental.

Adaptado de:  CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A.; SILVA, Roberto da. Metodologia Científica. 6ª ed.2006 



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Percepção

A percepção inequívoca é uma constante no dia a dia do ser humano. Muito mais do que possamos supor.

A Fórmula da Felicidade

"A fórmula da minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, um objetivo."

                                                                                    Nietzsche

Nada Como Um Sonho

"Não há nada como um sonho para criar o mundo."

                                          Victor Hugo

sábado, 1 de outubro de 2011

Objetivo Empresarial e Análises Horizontal e Vertical

     O principal objetivo de uma empresa capitalista é o lucro. Mas tudo isso proveniente de uma atividade estrutural muito bem planejada. E nesse planejamento, antes do retorno financeiro que almeja o proprietário empresarial ou acionistas, está um conjunto de atributos que necessariamente precisam ser processados e destacados, tais como missão, valores, estratégias, visão e outros aspectos desafiadores concernente aos negócios. Nesse processo, a empresa, tem que ter uma administração com expertise para poder suportar a constante manutenção e a tecnológica evolução diante do concorrido mercado. Aí sim, depois de tudo funcionar conforme a doutrina, os principais interessados podem pensar em usufruir os devidos retornos financeiros.

     Existem duas ferramentas adicionais que podem ser muito bem aproveitadas a título de análise de empresas: análise horizontal e análise vertical.
     A análise horizontal consiste em reconhecer a evolução de vários elementos patrimoniais, inclusive o de resultados obtidos, ao longo de um período. A análise horizontal não avalia só o crescimento, mas também o possível encolhimento da empresa. Essa avaliação se dá através de comparativos, onde se calcula índices extraídos, seja do DRE ou BP, pra que se possam interpretar as tendências dos números em questão.
     A análise vertical, que é uma complementação da análise horizontal, avalia os elementos patrimoniais e de resultados dentro de um mesmo período. A análise vertical busca mostrar a participação relativa de cada item através de uma demonstração percentual.  Todo esse processo se dá através de cálculos extraídos de um quadro financeiro de onde se confronta, dividem-se, os valores formulados para que se possa conhecer os devidos resultados que podem auxiliar em análises relativas a finanças e outros métodos analíticos.

Fonte consulta: Conteúdo online (aula 2); José Pereira da Silva in ANÁLISE FINANCEIRA DAS EMPRESAS, 2006, 8ª edição)


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Gestão de Processos


Como estudado em aula, o processo, numa organização, é uma atividade que requer uma sequencia lógica, interligadas, para que possam ser atingidos os objetivos de produção, seja um bem ou serviço que tem valor para um grupo específico de clientes. Isso na visão de quaisquer atividades que usam recursos transformados entradas em saídas, ou seja, as devidas organizações identificam e gerenciam processos inter-relacionados e interativos para funcionar de forma eficaz. E norteiam como base um grupo de processos que são executados por pessoas, instalações, através de equipamentos e recursos materiais, entre outros elementos. Em suma, processos é transformar entradas conhecidas em saídas desejadas.
Partindo do princípio de que tudo gira em torno de processos, dentro de uma organização, ainda que de improviso, mas ao longo do tempo passa a ser a razão para que se atinjam resultados suficientes, jamais podemos esquecer, pra não cairmos no status quo, que todo processo deve contribuir para a satisfação do cliente interno ou externo. Pois a satisfação do cliente é o foco, visto que ele se torna cada vez mais exigente e com um leque de possibilidades atrativas e competitivas no mercado de negócios. Assim, todos os processos, todas as atividades que auxiliam na execução de um serviço, deve buscar melhorias contínua pra agregar valor constante, e, tudo isso deve ser parte integrante da gestão de processos. Por fim, cada etapa do processo deve agregar valor à etapa anterior e assim sucessivamente. 

Fonte consulta: http://estacio.webaula.com.br

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tipos de Conhecimento


Filho de peixe, peixinho é” (ditado popular); ”adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás” (bíblia, Deuteronômio 6,13);  (Fórmula de Albert Einstein); “o homem é um caniço pensante”. Nessas expressões supracitadas estão presentes os quatro tipos de conhecimento: o senso comum, o religioso, o científico e o filosófico. Eis aí representações que podemos encontrar presentes no nosso cotidiano. Seja através das interações com as organizações que participamos: Nosso lar, escola, trabalho, igrejas, associações ou qualquer outro tipo de instituição. Diante desse conjunto de conhecimentos vamos analisando, experimentando , vivenciando, formulando, pesquisando, em suma, vamos tendo acesso a essas características de consciência social.
Vivemos a era da informação, apoiado pelos recursos tecnológicos, sobretudo pelas redes de computador. Um exemplo disso é a internet com seus sistemas integrados globalmente refletindo num espaço imensurável de informações. Através desse canal o profundo pesquisador ou um mero “aventureiro”, que queira trilhar os caminhos do conhecimento, tem a possibilidade de acessar diversos links, hipertextos, computando e beneficiando-se com os mais variados tipos de conhecimento. Logo, cada um, individual ou “coletivo”, objetivamente ou subjetivamente, fará as suas conclusões e “adesões”.
É evidente que não possuímos os mesmo interesses; os mesmos valores os mesmos gostos, a mesma personalidade idiossincrática. A princípio, cada um de nós, muitas vezes, é influenciado pelos fatores externos que podemos adotar, sem muita resistência, como sendo de conhecimento dogmático.  Mas, ao mesmo tempo, esse conhecimento que podemos adotar como referência, com o tempo, podem surgir novas descobertas, novas experimentações, novas formas de análises e métodos, que venha a reformular ou destronar o nosso conceito anterior, dando lugar a uma nova consciência.
O curioso nisso tudo, no mundo do conhecimento, é que existe uma participação eclética de todo indivíduo, ainda que ele não perceba. Repetimos frases do senso comum, fizemos comentários científicos, usamos termos religiosos e filosofamos o tempo inteiro; mesmo não sendo filósofo no sentido catedrático. Nesse contexto há toda uma integração. O senso comum, por exemplo, por vezes, pode se tornar base de um conhecimento científico; o conhecimento religioso pode se apoiar no científico para demonstrar uma possível fraude religiosa; assim como um indivíduo ateu, que só crê na ciência, num momento de desespero, pode “rezar para todos os santos”, da mesma forma um cientista pode ser ao mesmo tempo religioso, também um religioso conservador pode vir a concordar com uma “galileana” descoberta cientifica e assim por diante. E o filósofo, esse então, que parte da razão, da lógica da busca de todo saber, ele está integrado com todos os o sistema de conhecimento: religioso, cientifico e até com os ditos populares, senso comum, que por vezes, encerram a mais “pura verdade”.  
Enfim, não existe verdade absoluta, que se encerra, conhecimento que pode ser universalmente aceito como paradigma. Pode sim  existir, ao menos pela maioria dos indivíduos, a democratização dos conhecimentos com respeito e com tolerância. Porque todo ser humano, lá no âmago, num determinado momento, quer e está  em busca do mesmo caminho: o caminho que leva até a certeza do amanhã, o caminho da eutimia.



Fontes de pesquisas: Dicionário Aurélio, Wikipédia, no  caso a fórmula de Einstein, e Filosofia Geral e da Educação, de Janes Fidélis Tomelin e Norberto Siegel

 Julio Cesar,
Reflexão bastante interessante sobre o tema esscolhido que demonstra pleno domínio do assunto. Parabéns! No entanto, mesmo apresentando pensamento  autoral, é preciso mencionar a fonte na qual inspirou-se para elaborar o comentário, pois, . em pesquisa citar a fonte é fundamental.